"Ataque à "farra" do seguro-desemprego"
Despesas com o auxílio crescem, mesmo com os baixos índices de desocupação. Governo vê indícios de fraude e vai apertar os controles.
O entendimento é de que a taxa de rotatividade do mercado brasileiro é exagerada, ao redor de 40% ou seja, quase metade dos trabalhadores do país vai trocar de emprego em um ano. O problema é que quando essa mudança ocorre, o trabalhador, mesmo depois de reintegrado ao mercado, continua, em muitos casos, a receber o benefício. Há ainda os casos de fraude, quando empregador e funcionário fazem acordo para burlar as regras. O funcionário é oficialmente demitido para receber o seguro-desemprego, mas continua a executar tarefas para o patrão e agrega o benefício aos rendimentos. Isso é um problema, o empregado, normalmente uma pessoa humilde, vê nessa estratégia uma espécie de promoção, de ganho de salário , explicou uma fonte que preferiu não se identificar.
Esse tipo de esquema é muito utilizado nos ramos da construção civil e do agronegócio. Não à toa, eles têm as maiores taxas de rotatividade entre os trabalhadores.
CAMOCIM INFORMADOS
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